6 de Janeiro, 2026

Ciência, Religião, Espiritualidade e Dharma


Por Taunay Valle


De acordo com Albert Eisntein, "a ciência sem religião é paralítica e religião sem ciência é cega".
Se um
cientista como Einstein disse isso, podemos deduzir, no mínimo, que os cientistas materialistas e os
religiosos fanáticos devem rever seus conceitos.

O conflito entre religião e ciência é muito antigo, e o distanciamento entre elas criou um vazio
profundo no sentido da vida.

A medida que a ciência se baseia em dogmas científicos, ela se torna uma nova forma de religião.
No entanto, uma religião sem espiritualidade conduz ao vazio existencial.

Onde termina a ciência, começa a religião. Hoje, com o surgimento da física quântica, verificamos
uma saudável aproximação entre ciência e religião. Por sua vez, a religião sem espiritualidade fica
presa a dogmas, rituais e fanatismos escravizantes que conduzem o ser humano à ignorância e ao
sofrimento.

No entanto, não podemos confundir religião com espiritualidade, pois o indivíduo pode ser espiritual
sem ser religioso.

A espiritualidade é um estado de consciência não-condicionada no qual se reconhece a essência da
vida presente em todas as coisas animadas e inanimadas. A espiritualidade conduz as pessoas a sua
maturidade espiritual. Trata-se de uma vivência subjetiva e, portanto, individual que pode ser
vivenciada através da meditação, da oração ou do culto religioso.

E apesar do grande avanço científico e tecnológico e das inúmeras religiões e seitas atuais, o ser
humano vive mergulhado numa crise existencial sem precedentes. Onde o vazio de si mesmo e a
busca, talvez sentido maior para continuar o faz cometer barbáries e atrocidades contra o planeta e
contra seus semelhantes - punição maior que, "quase" sem querer, termina por infringir a si mesmo.

E como podemos reverter essa situação?

A solução é desenvolver a genuína espiritualidade que está latente dentro de nós e ajudar aos demais
a desepertarem-na em si.

Quando o ser humano desenvolve sua espiritualidade, ele amplia seu nível de consciência e passa tratar
a natureza e todos os seres vivos como manifestações divinas. À medida que realiza isto, ele conquista
seu dharma.

O dharma do ser humano é o desejo pela felicidade infinita. Por ignorância, ele a busca em coisas
finitas e por isso ao longo de sua vida tem momentos fugazes de felicidade e sofre com sua perda.

Um meio para realizar o dharma mais rapidamente é através da prática de yoga e meditação.